sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hackers tem ferramentas limitadas no desafio do TSE ?



Hackers acusam TSE de manipular desafio de urnas eletrônicas

materia original atribuida à Laryssa Borges - Direto de Brasília

Hackers dizem que o desafio lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pediu a piratas da internet de todo o País para que tentem fraudar o sistema de urnas eletrônicas é, na verdade, apenas uma forma de "provar" que o mecanismo eletrônico é inviolável. Segundo eles, o TSE manipula as regras do jogo, limitando os softwares que eles podem usar na tentativa de violar as urnas. O TSE afirma que "não pretende cercear nenhum investigador".
"A realidade é uma só. Eles, do TSE, não querem correr o risco. Por isso escolhem os softwares a serem usados. Fica complicado assim. Um software que é usado para 'crackear' e 'hackear' hoje custa em torno de R$ 30 mil. É quase impossível adquirir a licença de forma legal. Se pudéssemos usar (qualquer ferramenta) seria outra coisa e a realidade, outra. Com certeza a perícia forense nesses sistemas (ilegais) seria frágil", comenta o hacker Álvaro Falconi, moderador do fórum www.forum-hacker.com.br, grupo de discussão sobre a atividade na internet.
Entre os profissionais que trabalham para testar a segurança de sistemas informatizados, a preocupação com o desafio do TSE é que, em função de lidar com o Poder Judiciário, eles possam ser processados se tentarem violar as urnas eletrônicas utilizando softwares piratas.
"Ter acesso (ao conteúdo interno da urna) não é o problema. O problema é eu ser preso por usar softwares ilegais. Em grandes fóruns brasileiros sobre o tema, o pessoal só diz isso. Só com esses softwares e possíveis hardwares (piratas) pode ser possível a invasão do sistemas do TSE. Os softwares que o governo vai disponibilizar, nem em computadores domésticos conseguem ser explorados", alerta. "Não tem como burlar (as urnas com os programas sugeridos pelo TSE). Todos, até leigos no assunto, sabem que isso é malandragem deles. Se eles querem testar se as urnas deles realmente estão seguras, teriam que deixar usar as ferramentas que nós temos", critica o hacker.
Além da proibição óbvia de que os piratas da internet não podem, durante o teste, jogar as urnas eletrônicas no chão e as abrir fisicamente com chaves de fenda, por exemplo, o edital garante margem para que programas ilegais ou roubados, principal mecanismo dos crackers, sejam preferencialmente evitados nos testes.
"Como verdadeiros hackers ou crackers vão dizer o software usado (para burlar a urna)? Um software 'crackeado' do FBI que está na internet, se o usar (contra o TSE) vai estar usando um software ilegal para tentar achar as falhas. Não creio que vão se expor assim", resume Álvaro Falconi.
Outro lado
O secretário de tecnologia da informação do TSE, Giuseppe Janino, afirma que o tribunal "não pretende cercear nenhum investigador" e que não distinguirá os hackers entre os que usam "software livre, proprietário ou pirata".
Ele alerta, no entanto, que "os investigadores (hackers inscritos) são responsáveis pelos softwares e demais ferramentas que julguem necessários para a execução dos testes, e as penalidades com relação a roubo ou o uso indevido de softwares de terceiros são publicamente conhecidas e definidas em lei".
A decisão de o TSE realizar "testes de penetração" nas urnas eletrônicas ocorreu após PT e PDT terem ponderado junto ao tribunal que a verificação feita pelo colegiado "não consegue aferir a resistência do sistema contra 'ataques informatizados intencionais'".
Pelo edital, publicado pelo tribunal e sugerido pelo ministro relator do caso, Ricardo Lewandowski, "o TSE será responsável pela definição e preparação dos equipamentos necessários para a realização dos testes", e duas comissões tratarão da "definição dos procedimentos de realização dos testes", irão "analisar e aprovar a inscrição dos investigadores" e "validar a metodologia (apresentada pelos hackers)".
Segundo o tribunal, serão recusados testes que "não puderem ser repetidos" e "os de caráter destrutivo, que possam resultar em inutilização da urna eletrônica e de seus softwares".
Teste para hackers seria inócuo
Sem a garantia de utilizar um programa que, pela potência, pode destruir completamente o conteúdo interno da urna eletrônica, hackers avaliam que o desafio do TSE seria inócuo.
"As regras não limitam o uso de ferramentas, equipamentos e softwares aos que serão fornecidos pelo TSE. Os investigadores têm liberdade de levar seus próprios recursos, desde que não haja proposta de danificar o hardware (componentes eletrônicos) da urna", explica o secretário de tecnologia da informação do TSE.
"O processo de avaliação da metodologia tem por objetivo excluir propostas que possam causar prejuízo ao patrimônio público (no caso a urna eletrônica) ou procedimentos que claramente não tragam qualquer contribuição. É caso de ações propostas e que não sejam compatíveis com a urna eletrônica. Por exemplo, uma proposta de ataque, via rede, na urna eletrônica. Isso é um caso impossível de acontecer, pois as urnas não são conectadas em rede", diz Janino.
Ainda que hoje as urnas não estejam conectadas em rede, o ministro da Defesa e ex-presidente do TSE, Nelson Jobim, acredita que a decisão do presidente Lula de garantir o direito de eleitores em trânsito no território nacional poderem votar obriga que os sistemas eletrônicos de votação sejam em alguma medida interligados. Na sua avaliação, uma porta aberta para os crackers.
No âmbito da minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional neste ano, os eleitores poderão votar para presidente e vice-presidente fora de seu domicílio eleitoral em urnas instaladas exclusivamente nas capitais.
"No mundo da informática não existe sistema seguro. Somos nós, seres humanos, que estamos atrás dessas máquinas e somos cheios de falhas. Para haver voto seguro essas urnas eletrônicas também não poderiam passar pelo mesário. Hoje o mesário libera a urna (por meio de um dispositivo na mesa de votação) para a pessoa votar. Já imaginou se o mesário fosse um hacker?", questiona Álvaro Falconi.
"As ações dos mesários são extremamente limitadas e registradas no log (registro de acesso) da urna eletrônica. Cabe ressaltar que é incontável a quantidade e diversidade de barreiras de segurança e procedimentos envolvidos na utilização do Sistema Eletrônico de Votação, o que torna, na visão do TSE, inviável a fraude (nas votações)", rebate o TSE.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Briga de Alicates - Round IV



Oi estranha Embratel ter usado “indevidamente” sua rede

Em nota enviada nesta noite ao Campo Grande News, a empresa de telefonia Oi (que incorporou a Brasil Telecom) informou que vê com estranheza o fato de outra prestadora, com a qual mantém relações comerciais, ter usado indevidamente sua rede no Parque dos Poderes.

Segundo a assessoria da Oi, durante fiscalização de rotina na tarde de ontem, uma equipe técnica da empresa detectou no Parque dos Poderes a utilização irregular e perigosa de sua rede subterrânea para a passagem de cabos óticos clandestinos.

Ainda de acordo com a nota, a Oi registrou um boletim de ocorrência policial na noite de ontem, visando garantir a segurança da sua rede, já que a utilização dos dutos representava risco de danos à infraestrutura da empresa. Isso, segundo a Oi, poderia afetar os serviços prestados aos clientes da empresa em Goiás e Mato Grosso do Sul.

Hoje o Campo Grande News apurou que a Oi cortou o sinal da Embratel, por estar ter vencido uma disputa para o fornecimento de link de comunicação ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O boicote da Oi foi confirmado pela assessoria de imprensa da Embratel.

A empresa de telefonia, que era responsável principal pelo serviço até a abertura das propostas às 14h de hoje, colocou funcionários para impedir a concorrente, desde as 9h30 de hoje, de restabelecer o sinal.

As duas empresas fornecem o link de distribuição de internet do TJ/MS, sendo que até hoje a Oi era a operadora principal e a Embratel, secundária, segundo a assessoria do Judiciário.

Nesta quarta-feira, às 14h, foi realizada nova licitação para definir o fornecedor principal. Somente a Embratel apresentou proposta no prazo e está habilitada a substituir a Oi na prestação do serviço.

Segundo a assessoria da Embratel, a empresa tem autorização por escrito da Assembleia Legislativa para autorizar o uso da tubulação, que fica no Parque dos Poderes. No entanto, a Oi alega que é a proprietária do equipamento e negou o acesso dos técnicos da Embratel.

materia origina in: http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=260807

Briga de Alicates - round III



PM intervém e Embratel começa a restabelecer sinal do TJ

A Polícia Militar interveio para acabar com o boicote da OI (que incorporou a Brasil Telecom) e garantir o restabelecimento do sinal da internet pela Embratel no Parque dos Poderes. Quatro policiais militares acompanham os técnicos no trabalho para restabelecer o sinal.

A intervenção da PM ocorreu por determinação do presidente do TJ/MS, desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins. Em decorrência do boicote, desde a meia-noite de ontem, o site do Tribunal de Justiça está fora do ar, prejudicando o acesso por aproximadamente 20 mil pessoas por dia.

O boicote ocorreu na véspera da abertura das propostas da licitação para escolher a empresa responsável pelo link do TJ/MS. Nesta quarta-feira, apenas a Embratel apresentou proposta e se habilitou para substituir a OI na prestação do serviço. De acordo com a assessoria do TJ/MS, o processo de licitação ainda não foi concluído e a empresa não foi proclamada vencedora.

matéria original in: http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=260807

Briga de Alicates - round II



Embratel vence licitação e boicote tira site do TJ do ar

A Embratel praticamente venceu a disputa com a Oi (que incorporou a Brasil Telecom) para fornecer o link de comunicação do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Na véspera da abertura das propostas, a empresa cortou o sinal da concorrente e tirou o site do Poder Judiciário sul-mato-grossense, que é acessado por aproximadamente 20 mil pessoas por dia, do ar.

Por meio da assessoria de imprensa, a Embratel confirmou o boicote da OI. A empresa de telefonia, que é responsável principal pelo serviço até a abertura das propostas às 14h de hoje, colocou funcionários para impedir a concorrente, desde às 9h30 de hoje, de restabelecer o sinal.

Imbróglio – As duas empresas fornecem o link de distribuição de internet do TJ/MS, sendo que até hoje a Oi era a operadora principal e a Embratel, secundária, segundo a assessoria do Judiciário.

Nesta quarta-feira, às 14h, foi realizada nova licitação para definir o fornecedor principal. Somente a Embratel apresentou proposta no prazo e está habilitada a substituir a OI na prestação do serviço. A assessoria do TJ/MS esclareceu que o certame ainda não foi concluído, já que falta acertar questão de preço.

Contudo, à meia noite de ontem, funcionários da OI cortaram a fibra da Embratel e suspenderam o fornecimento do link do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa. Técnicos da Embratel foram acionados e compareceram para restabelecer o sinal, mas foram impedidos pela empresa perdedora.

Segundo a assessoria da Embratel, a empresa tem autorização por escrito da Assembléia Legislativa para autorizar o uso da tubulação, que fica no Parque dos Poderes. No entanto, a OI alega que é a proprietária do equipamento e nega o acesso dos técnicos da Embratel.

Prejudicial – O boicote acaba prejudicando advogados e usuários da Justiça, que ficam impedidos de acessar o site do TJ/MS. Por dia, segundo o órgão, em torno de 20 mil pessoas acessam o endereço eletrônico www.tjms.jus.br.

Este número não considera a demanda maior com a abertura das inscrições para o concurso público, que começaram a ser feitas ontem. O edital está disponível na página do TJ/MS.

O gerente da OI não quis falar com a equipe do Campo Grande News e até escondeu o crachá para não ser identificado.

matéria original : http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=260803

BRIGA DE ALICATES...E A JUSTIÇA FICA OFFLINE



Disputa entre operadoras tira site da Justiça do ar.

A disputa entre as operadoras de telefonia e internet Embratel e Oi tirou do ar, desde a zero hora de hoje, o site do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Neste momento, equipes das duas empresas estão em frente ao órgão, no Parque dos Poderes, tentando resolver o imbróglio.

O link de acesso do site do Poder Judiciário é operado pela Oi (empresa que incorporou a Brasil Telecom). Há cerca de 30 dias, a Embratel vem utilizando, em fase experimental, a mesma tubulação da OI.

À meia-noite de ontem, segundo apurou a reportagem do Campo Grande News, a OI cortou a fibra da Embratel e interrompeu o sinal. A assessoria do TJ/MS confirmou o rompimento da fibra da Embratel, mas que a situação seria normalizada no início desta tarde.

A assessoria da Embratel prometeu se manifestar daqui a pouco sobre o problema. Em decorrência do rompimento, advogados e clientes estão impedidos de acessar o andamento dos processos na Capital e no interior do Estado.

fonte original. Campo Grande News.. in http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=260800

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Varas Digitais começam a funcionar dia 20 em Campo Grande


Varas Digitais começam a funcionar dia 20 em Campo Grande


Começam a funcionar no dia 20 de julho quatro novas varas na Comarca de Campo Grande: as 17ª, 18ª, 19ª e 20ª Varas Digitais, as primeiras da justiça sul-mato-grossense a tramitar eletronicamente na justiça comum.

As novas varas cíveis de competência especial funcionarão com processos eletrônicos recebidos a partir de seu efetivo funcionamento e isto significa que nenhum processo em papel será anexado às ações que tramitarem eletronicamente nem haverá redistribuição dos processos em trâmite nas varas cíveis atuais.

Com o funcionamento dessas varas, espera-se que haja uma redução média de, no mínimo, 40% da demanda dos processos nas varas cíveis residuais da Capital. E não é só isso: estima-se também a redução de 25% do tempo de tramitação do processo.

Assumem a titularidade dessas varas os juízes Elizabete Anache (17ª), Denize de Barros Dódero Rodrigues (18ª), Ricardo Gomes Façanha (19ª) e Cesar Castilho Marques (20ª). O atendimento das Varas Digitais ficará concentrado em um único cartório e será coordenado pelo magistrado Ricardo Façanha.

A localização das Varas Digitais de Competência Cível Especial será estratégica. Elas funcionarão no 2º andar do prédio do Fórum Heitor Medeiros, na Rua da Paz, na área central de Campo Grande. Para facilitar a identificação das varas haverá setas indicativas no piso e banners, orientando o acesso.

Gradação – O Diário da Justiça desta quinta-feira (9) traz um provimento que estabelece, entre outros pontos, o cronograma para o funcionamento dessas varas. Nos primeiros cinco dias de funcionamento as ações distribuídas serão sobre contratos de financiamento com alienação fiduciária (busca e apreensão – alienação fiduciária) e as de conhecimento, se tiverem vínculo de dependência com aquelas.

Uma semana depois (a partir do dia 27) a distribuição abrangerá contratos de arrendamento mercantil (leasing) e as ações de conhecimento, caso possuam vínculos com os contratos e, a partir de 3 de agosto, será a vez da distribuição para as demais ações.

Instalação – A solenidade de instalação de quatro varas cíveis de processo eletrônico foi realizada no dia 21 de novembro de 2008, final da administração do biênio 2007/2008. Durante a cerimônia, o Des. João Carlos Brandes Garcia, então presidente do TJMS, lembrou que Mato Grosso do Sul sempre esteve na vanguarda e saiu na frente. Estava pronto para a digitalização.

Com as varas digitais, justiça e cidadão ganham em tempo e em segurança, já que se inicia a tramitação eletrônica em primeiro grau – antes implantada apenas nos juizados especiais. A ideia é acabar com os processos físicos, não simplesmente com a digitalização do processo, mas o processamento eletrônico da vara.

Histórico – No início do processo, quando da realização dos primeiros estudos para a implantação nas varas residuais, a questão foi amplamente discutida com juízes interessados, com assessorias, e essas participações foram muito importantes na definição da competência das novas varas.

Na época da instalação, o juiz auxiliar da presidência Vilson Bertelli foi portador de uma ótima notícia: há um projeto de, com o tempo, as outras varas serem digitalizadas em curto e médio prazo. “À medida que se perceber que o número de processos ficou pequeno para as varas digitais, vamos aumentando a competência com outras ações e, com isso, aumentando o número de varas digitais. A tendência é que até o final da administração do próximo biênio, todas as varas cíveis estejam digitalizadas”, explicou.

matéria original em : http://www.tjms.jus.br/noticias/materia.php?cod=15290

TJMS tira dúvidas de advogados sobre as novas varas digitais


TJMS tira dúvidas de advogados sobre as novas varas digitais


Na manhã desta quinta-feira (9), advogados e representantes da OAB/MS estiveram no Tribunal de Justiça de MS para conhecer as inúmeras vantagens da implantação de quatro novas varas em campo Grande. As Varas Digitais de Competência Especial entram em funcionamento no dia 20 de julho.

O encontro foi realizado para que a classe dos advogados, sempre parceira do Poder Judiciário na inclusão de ações inovadoras nas rotinas de trabalho em que se busca a celeridade na prestação jurisdicional, pudesse conhecer detalhadamente a tramitação eletrônica dos autos e ficar ciente das vantagens e economia consequentes desse processo de vanguarda na justiça sul-mato-grossense.

As novas varas terão competência privativa para as tutelas jurisdicionais de conhecimento que tenham por base, ressalvadas algumas exceções, contratos bancários. Também estão incluídas as medidas cautelares relativas a contratos bancários, contratos com alienação fiduciária em garantia, contratos de financiamento, cheque especial, crédito rotativo, cartão de crédito, crédito consignado em folha, conta poupança (planos econômicos), conta corrente etc.; além de busca e apreensão (inclusive as convertidas em ação de depósito) e rescisão de contrato com reintegração de posse (leasing).

Ficam excluídas da competência contratos de factoring e de seguro, dentre eles, o DPVAT, carro, vida,etc, assim como ações de conhecimento baseadas em título cambial (letra de câmbio, nota promissória, cheque, duplicata) e ações de execução extrajudicial e eventuais embargos conexos.

A juíza auxiliar da presidência e titular da 17ª Vara Cível Virtual, Elizabete Anache, destacou a possibilidade de o advogado peticionar diretamente de seu escritório, sem a necessidade de deslocamento ao fórum, ganhando em agilidade e economia de papel, em verdadeiro respeito ao meio ambiente. "Em princípio, a distribuição será escalonada para evitar congestionamento e para que o atendimento seja rápido".

Leopoldo Fernandes S. Lopes, presidente da Comissão de Direito Eletrônico - CODE da OAB/MS, apontou a praticidade do peticionamento digital 24 horas por dia (inclusive finais de semana e feriados) e comunicou que a entidade está intermediando a venda de certificação digital para os advogados a um custo reduzido em relação ao mercado. O advogado informou também que a ordem apoia integralmente as iniciativas do TJMS e está preparada para auxiliar os advogados no que tange aos sistemas eletrônicos de
tramitação processual.

Por meio de contrato com a empresa certificadora Certsign, o advogado poderá adquirir a certificação na OAB/MS pelo valor de R$ 120, válida por 3 anos. "Pelo fato de a receptividade ser tímida por parte dos advogados, a OAB/MS fará campanhas informativas para difundir essa tecnologia", acrescentou Leopoldo.

Os advogados interessados já podem se cadastrar no e-SAJ, disponível por portal do Tribunal de Justiça (www.tjms.jus.br). "Estamos trabalhando para que o cadastramento seja on-line e, até o final do ano, o processo digital será expandido para os juizados especiais que ainda faltam e, posteriormente, aos juizados especiais adjuntos", informou a diretora da secretaria de Tecnologia da Informação, Conceição Pedrini.

No final do encontro, o titular da 19ª Vara e o coordenador das Varas Digitais, Ricardo Façanha fez uma explicação detalhada de como será o trabalho desenvolvido nas varas e tirou as dúvidas dos advogados presentes.

Segurança - O diretor do Departamento de Sistemas Administrativos, Alexandre Camy, ressaltou que a certificação digital é uma forma de identificação pessoal que pode ser verificada eletronicamente.

Por meio da criptografia, que é a cifragem de dados, a integridade do documento fica garantida, pois em caso de adulteração, aparecerá a informação da quebra da integridade do documento. A MP nº 2.200/02, de agosto de 2001, reconheceu a validade jurídica da assinatura digital.

matéria original em : http://www.tjms.jus.br/noticias/materia.php?cod=15302